domingo, 16 de agosto de 2009

Eu definitivamente não sei o que aconteceu, não sei o por quê disso tudo... Só sei que com o tempo, passou a me incomodar. Eu só não entendo que como em 14 anos, nunca houve um tempo em que eu brigasse tanto com ele. Não dá pra compreender. E nunca foi assim. Era ele quem brigava com a minha mãe quando eu disse que queria um cachorro, ou então era quem me chamava para sentar à mesa e conversar besteiras e contar piadas. ERA... Hoje em dia, as únicas palavras que eu ouço dele são “Oi” e “Tudo bem”. Mas eu não me incomodo, vou continuar todos os dias a dizer “Oi pai”, “Tudo bem com o senhor?” para pelo menos ouvir a voz dele. Não que eu não ouça, pois dá pra ouvir as conversas dele com a minha mãe, mas sim de ter a certeza de que são para mim.
Não sei se é estresse do trabalho, ou se é, como ele diz, minha má educação – Ele todos os dias quando eu acordava falava bom dia, e como eu sou muito mal-humorada quando acordo, não respondia muito bem, eu assumo. Eu só não sabia que esse acúmulo de coisas resultaria no nosso relacionamento de hoje, pois se eu soubesse... Ah, pode ter toda a certeza do mundo que eu acordaria pulando e cantando.
Agora o que eu tenho que fazer é tentar recuperar o que foi perdido... O que EU fiz perder. Só quem já passou por isso, sabe o que é. Se nunca passou, não dá nem pra imaginar...
Os dias não são os mesmo sem alguém que quando te vê fala “Você é feia assim mesmo ou é porque tomou choque?”. Até quando dava a louca nele e ia me cobrir de noite...
Então a única coisa que eu posso fazer, é esperar amanhã ele chegar do trabalho... Para ouvir suas poucas palavras e tentar mais uma vez resgatar o que foi perdido...
Eu só queria dizer que eu o amo e abraçá-lo... Mas, deixa pra lá...


/04/10/2008

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